Não acredite nisso, flor
Isso é morte disfarçada
Bela não serás, amor meu
Não vá por aí
A cada dia, coração
Vais querer mais
Seu corpo sofrerá
Mas você isso não perceberá
Mente buscando por mais
Em briga com o corpo
O estômago vai chorar
E pedir por um mero bocado de comida,
Por favor!
Mas alimento ele não terá
Pois alimentá-lo tu não vais querer
Com o tempo, teus ossos saltarão da pele
E ela vai ferir-se
Cabelos no ralo, finos e fracos, foscos
Pedaços de unhas amareladas cairão
Garganta ferida e dentes frágeis,
Desgastados estarão
Ossos batendo uns contra os outros,
Por baixo da pele
Qualquer bocado de comida que vieres a ingerir
Te fará infernal dor sentir!..
Menina minha, linda
Não caia nessa, flor minha
Isso já não é morte disfarçada
Pois agora revela todas as suas garras e dentes
Que prender a ti querem
Bela não serás, amor meu
Não vá por aí, coração
É caminho de dor e aflição
Irritada, fraca e faminta
Ana e Mia amigas não são
Reais também não são
Apenas dor querem causar
Ao fim, frágil tu serás
Em uma cama num hospital
As pessoas ao teu redor lágrimas derramando
Com dor estampada nos semblantes, ao verem
Cada um dos ossos
Que com tanto cuidado tu cobrias
Roupas largas os escondiam
Escondiam teus ossos
Que para ti, de gordura e feiura não passavam
Somente à ti existiam
Um último bip da máquina que diz
Que ainda viva estás
Mas aí acabam
Os sons de tua tão curta vida
Um último pulsar de um fraco e cansado coração
E agora
Nada mais há
Exceto um saco de ossos sobre
A fria e rígida cama
Minha menina, linda
Se foi e agora não mais existe
Essa morte levou a ti
E não só a ti
Muitas caem nas mesmas armadilhas
Nessas falsas Ana e Mia
Bela tu não podes ser,
Bela tu deixastes de ser à elas
Entregar-se
Apenas ossos repousam no a caixa de madeira
Que para sempre te prenderá
Ana e Mia ao redor riem
Das tantas vítimas que já tiveram
E agora de ti também
Mais uma menina linda
Menina moça
Que a elas se entregou
Partem a caça de mais uma
Para à ruína da terra trazerem
E divertimento nos sofrimentos encontrarem
Menina minha, linda
Fuja delas
Refugie-se em paz
Aceite-se como és
Perfeita de teu modo
Fuja dessa morte disfarçada e escancarada
Por: Liliane, 17.02.2016
15h50min
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