Sorocaba, 21 de Junho de 2016
Oi Cristiano.
Como foi possível perceber, ontem eu não voltei a escrever após minha soneca na sala de aula. Depois de uma soneca, especialmente na sala de aula, eu costumo ficar mais lerda e louca do que já sou normalmente. Agora estou tranquila, já tirei minha soneca após a prova e antes do intervalo, que felizmente já acabou. por culpa da minha lerdeza, uma certa amiga minha me derrubou no chão e eu quase quase caí no cocô de pombo. Nojento, eu sei. Depois, a mesma criatura me derrubou de novo, em outro lugar, só que dessa vez minha camiseta subiu, minha barriguinha apareceu para quem quisesse e quem não quisesse ver. Sério, preciso de uma amiga nova. Agora tô morrendo de frio, a sala tá com o ar condicionado ligado, apesar do frio que está fazendo, e vou confessar, eu te queri aqui, pra me abraçar e esquentar, mesmo que eu duvide um pouco que isso viria a acontecer.
Todas as pessoas ao meu redor estão brincando, sorrindo, conversando e se divertindo. Mas eu estou isolada, como quase sempre estou e quase sempre estive. Exceto na internet. Exceto quando estou com você. Exceto quando estou com meu melhor amigo. Exceto quando só resta eu e mais alguém, aí esse alguém vem falar comigo por falta de opções. Isso dói. Aí depois, eu fico deprimida, ou me corto, e algum indivíduo vem falar que sempre vai estar lá pra mim e blá blá blá. Só que quando eu precisei, eu estava sozinha.
Amanhã meus pais completam 16 anos de casados, e apesar de isso ser bom, também é ruim. Muitas coisas ruins aconteceram nesses 16 anos, algumas inclusive, já falei para você. Não vou ficar falando muito disso. Sabe, um dia eu quero me casar, ter filhos, constituir família, ter minha casa... Só não quero ser exatamente como meus pais. Eles são "felizes"; digo entre aspas pois existem rachaduras demais e elas aumentam mais e mais. Às vezes algumas delas são cobertas, consertadas, mas eu sei que é mais provável que algum dia a barreira se rompa totalmente do que as rachaduras sejam consertadas. Só que se essa barreira se romper, vai inundar nossas vidas com mais dor, mais distanciamento e mais desamor do que já tem. Eu espero muito, muito mesmo que isso não aconteça, mas várias vezes eu penso que acabará sendo melhor se a barreira romper-se de vez. Eu gosto de vê-los bem, sorrindo, brincando, conversando e exalando amor, pena que o oposto dessas coisas acabe sendo bem comum, mais do que se pensa.
Cara, você não tem ideia do quanto quero ver seu sorriso, ouvir sua voz e te sentir próximo. Pena que não há previsões para que isso aconteça.
Enfim, vou nessa. Só para variar, estou procrastinando. Comecei a escrever essa carta cerca de 16hrs, e agora já é mais de 2hrs da manhã, e ainda não arrumei a cama para dormir. Pois é, tenso.
Beijos, Cristiano. Fique com Deus e até a próxima.
Liliane, 21.06.2016

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