quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Cartas à Cristiano - Aviso aos Leitores

ATENÇÃO! 

         

          Olá  meus amoreeeees!! Eu nem sei se alguém acompanhava ou acompanha a série de cartas sem ter sido delicadamente obrigado pela minha pessoa, mas tenho um aviso só um pouquinho importante: a série terminou. Exatamente, terminou sem fim, de certo modo. Por favor, não me matem, obrigada. 
         Vou explicar-lhes a situação: eu havia me decidido a contar ao Cristiano a respeito de meus sentimentos e tudo mais, mas em julho, apareceu (na verdade reapareceu) uma outra pessoa em minha vida, e o melhor, alguém da minha idade, então, me apaixonei por esse garoto e depois ele me fez o favor de quebrar o coração; mas enfim. Não é possível escrever cartas de amor para alguém por quem você já não nutre quaisquer sentimentos além de amizade. Então, eu e o Cristiano nos afastamos e eu apenas nutria amizade por ele. Maaas eu ainda assim contei pra ele que ele era o Cristiano (ele também era delicadamente coagido a ler as cartas, e ele já desconfiava e tudo mais) e entreguei pra ele as cartas. Aqui, no blog, a série termina na carta sete. Na vida real, termina na dez ou onze, se não me engano. Então sim, meus queridos e adoráveis possíveis leitores, vocês tem três ou quatro partes dessa história que não saberão. Sinto muito mas foi para um bem maior... sim, para um bem maior, já que as cartas foram super bem recebidas e nós nos aproximamos novamente. (antes que eu esqueça caso vocês deem a falta de alguma vírgula, não é culpa minha mas do meu irmão que derramou refrigerante no teclado e a tecla da vírgula tá emperrando.) E como consequência dessa reaproximação, de ter reencontrado alguém que era como meu porto-seguro no meio da constante tempestade que sou e ao fato de que estava meio quebrada e ele me ajudou a me reerguer, eu, a criatura mais racional e inteligente da face da terra (sqn) voltei a gostar dele. Exatamente criaturas que estão lendo esse texto, eu voltei a gostar dele. E assim como uma fênix, o sentimento foi morto e retornou com o dobro da força de antes :D Que feliz que eu fiquei quando me dei conta disso... e então, no dia 15 de dezembro, após estar gostando dele novamente há cerca de três meses, eu contei que estava apaixonada novamente. E descobri que essa foi a maior burrada que já fiz, já que ele nem sequer desconfiava dessa vez. E ele me vê só como amiga e não é provável que algum dia, possamos chegar a ter um relacionamento. É, triste. Basicamente, eu me ferrei.
           Pra resumir, não, não haverá a volta da série de cartas. Nossa, isso era pra ser só um aviso mas virou um desabafo... Senhor amado... Em conclusão, é isso. Beijos meus amores de chocolate (que espero que existam) e obrigada por terem acompanhado a série de cartas! 
XOXO, Nobody - 28.12.2016
17h38


sexta-feira, 15 de julho de 2016

Cartas à Cristiano - Carta Sete

Sorocaba, 13 de Julho de 2016

     Olá Cristiano.
                            Como você está? Eu vou bem, na medida do possível. Hoje faz um mês que iniciei a escrita dessas cartas. Se eu tivesse seguido o plano original, haveriam cerca de 30 cartas, mas não escrevi, e aqui eu inicio a publicação da sétima carta. Enquanto eu escrevia, pensava que se muito, haveriam 10 cartas. Digamos que tem menos do que achei que teria. 
     Cristiano, eu tomei uma decisão. Eu vou te contar que gosto de você. Ainda não decidi quando,onde ou como exatamente. Na verdade, o "como" você já definiu em parte. Tem que ser pessoalmente. Estou cogitando a ideia de escrever uma carta, que seria a última dessa série de cartas, e entregá-la em suas mãos e falar algumas coisas, ou seja, é bom eu correr com a publicação das cartas no blog. Eu planejo PLANEJO perguntar hoje para você o que você acharia de receber uma carta, para ler ou depois ou enquanto a dona Liliane aqui fala alguma coisa. 
     Essa semana, no mais tardar, não na próxima, mas na outra semana, eu vou contar pra você. Ou seja, vou encerrar a série de cartas. Na verdade, após a declaração, talvez eu escreva mais algumas cartas. Se você reagir positivamente ou falar "talvez daqui uns anos", essa série prolongaria bem mais, não necessariamente até o dia, mas se prolongaria. 
    Mudando um pouco de assunto, nessa noite (de 11 para 12) eu sonhei com você. Não lembro ao certo como foi, mas sei que tinha te contado sobre o que sinto, que até o momento, penso ser um sentimento platônico, unilateral. 
     Agora são 2hrs46 da madrugada do dia 13 e eu ainda não dormi. Ainda estou sem sono, mas sei que logo vou ficar com sono. Mas estou imersa em pensamentos, possibilidades e divagações. Eu tomei a decisão de contar, mas estou com medo, nervosa, ansiosa. Estou com medo da sua reação, medo do que pode acontecer, medo dessa amizade deixar de existir. Eu disse na primeira carta, e agora repito: não deixe que as palavras que forem ditas mudem essa amizade. Certa vez, eu estava gostando do meu melhor amigo e contei para ele. Ele me disse que no momento não tinha qualquer interesse por mim, mas que não queria que essa amizade acabasse, e eu também não queria. O tempo passou, e nossa amizade permaneceu a mesma, e agora estamos rumo a sete anos de amizade, se não estou enganada. Cristiano, se puder ser assim... 
     Cara, você não tem ideia do ciúmes que sinto de você, isso porque você nem é nada além de amigo meu. Ver certas pessoas sempre ao seu lado, falando no pé do ouvido, segurando seu braço e quase sempre te abraçando... Só aumenta o ciúmes. E eu não posso reclamar, tenho plena certeza disso, mas não consigo evitar. O pior é que fico mentalizando como seria se eu estivesse ao seu lado, e ao mesmo tempo que tal coisa traz uma certa alegria ao meu coração, também me dá tristeza, me faz pensar se você me trataria do mesmo modo. 
     Essa provavelmente é e será a carta mais longa de todas, pois estou quase tendo que pegar ou folha de papel, pois essa já foi preenchida na frente e quase o verso completo também. Nessas páginas, em cada uma delas, desde a primeira até aqui, eu abro meu coração. Em cada carta, eu deixo um fragmento de mim, do meu coração. 
     Cristiano, se você não quiser nada, pelo menos ajude-me a tentar te esquecer. Ajude meu coração a se desapegar... Mas por favor, não seja rude ou maldoso. Eu não sei o que faria se a pessoa em quem eu tanto confio e confiei fizesse isso comigo. Isso já me aconteceu uma vez, em 2012, e você já está familiarizado com a história. Não seja como ele foi. Eu sei que superei, me tornei mais forte e por aí vai, mas acho que ninguém nunca está preparado para algo do tipo, muito menos quando vem de alguém em quem se confia. Isso machucaria muito mais, porque você me conhece mais que ele, você sabe mais sobre o que sinto e penso do que ele poderia saber, e você sabe mais porque você se importa mais e porque eu tenho um sentimento maior por você. Eu já contei muita coisa pra você, e doeria muito se uma pessoa em quem tanto confiei fizesse isso comigo.
     Eu estou plenamente decidida em contar à você, e a esse ponto já devo estar parecendo um CD arranhado, só falando as mesmas coisas. Culpa do sono que começou a se apossar de mim. Melhor ir dormir, afinal, já são 3h17 e estou com sono.
     Fique com Deus e até depois, Crush. 
Beijos, Liliane - 13.07.2016

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Cartas à Cristiano - Carta Seis

Sorocaba, 10 de Julho de 2016

   Oie Cristiano...
                             Já tem um tempo que não escrevo... Acho que vinte dias, por aí. Mas não vou pedir desculpas. Eu estou tentando mais do que já tentava antes tirar você da minha mente, tentando mais ainda me "desapaixonar", se é que essa palavra existe. Cansei de sofrer pelo que pode não passar de uma mera ilusão do coração apaixonado que arrasta todo o corpo para a ilusão. Cansei de sentir ciúmes de alguém que nunca foi e talvez nada será meu. Na verdade, é sim algo, por mais que as vezes eu pense que você desistiu. Você é meu amigo. É meu crush também, mas contra isso você não tem muitos meios de lutar. Só que eu não quero mais isso, Cristiano. Ignorada, esquecida, substituída... Nada. É assim que comecei a me sentir, é isso o que sinto que sou, mas talvez você nem sequer saiba disso. "É incrível o que um sorriso e algumas palavras podem esconder."
   Eu tento falar com você, mas você sempre está cercado por pessoas. Eu não sou o tipo de pessoa que entra no meio de uma aglomeração só pra falar com uma pessoa. Mesmo que essa pessoa seja meu crush. Na verdade, às vezes eu entro, mas só por ter certeza que serei bem vinda, não serei rejeitada por ninguém da "aglomeração". 
   Mas veja o contraste: enquanto você geralmente está rodeado por pessoas, eu geralmente estou rodeada por ar, ou seja, sozinha. Na verdade, nem sempre estou sozinha, mas geralmente é o que acontece, como expliquei na última carta. 
   Cristiano, eu já sei quando você começou a meio que me ignorar. Foi quando eu disse que talvez estivesse gostando do Fernando*. Saiba que não estou. Foi como uma ilusão, só que ao contrário do que sinto por você, isso foi rápido. Rápido até demais para que pudesse ser comparado a até mesmo uma paixonite. Cristiano, é por você que estou apaixonada, e não consigo esconder isso de mim mesma, mas também não consigo eliminar esse sentimento que está mais machucando que qualquer outra coisa. Antes, eu mal tentava esquecer você, mas agora vou lutar, lutar com tudo o que posso, contra isso. Eu quero esquecer isso também pois assim, eu sei, conseguirei finalmente dizer para você que estou (estava) apaixonada por você. Isso é estranho em mim: enquanto gosto de alguém, não consigo dizer a esse alguém que gosto dele. No momento o alguém é você. Só consigo, em 9/10 casos dizer que já gostei quando o sentimento para de existir. Obviamente, existem exceções, mas sinto que você não será uma delas. 
   Agora, mudando de assunto, sinta-se honrado: enquanto estou no vácuo, estou escrevendo essa carta. Agora é 0hrs01 do dia 11, e aqui estou, mesmo tendo do dia 9 para o 10 apenas 5hrs de sono. O dia hoje foi cansativo. Hoje eu toquei na fanfarra, e foi inevitável lembrar como você disse que mandaria pelo menos uma mensagem para mim no dia que eu fosse tocar. Isso não aconteceu, e isso doeu um pouco. Mais do que meu ombro está doendo por ter ficado aproximadamente duas horas segurando um instrumento pesado, mais do que meus braços estão doendo de exaustão, mais do que doeu na hora que derrubei o instrumento no meu pé. Isso doeu mais porque doeu no meu coração. 
   Enfim, vou dar tchau agora. Estou cansada, meus braços estão doendo e estou com sono. Fique com Deus.
Liliane, 11.06.2016


* Nome fictício

Cartas à Cristiano - Carta Cinco

Sorocaba, 21 de Junho de 2016

   Oi Cristiano.
                        Como foi possível perceber, ontem eu não voltei a escrever após minha soneca na sala de aula. Depois de uma soneca, especialmente na sala de aula, eu costumo ficar mais lerda e louca do que já sou normalmente. Agora estou tranquila, já tirei minha soneca após a prova e antes do intervalo, que felizmente já acabou. por culpa da minha lerdeza, uma certa amiga minha me derrubou no chão e eu quase quase caí no cocô de pombo. Nojento, eu sei. Depois, a mesma criatura me derrubou de novo, em outro lugar, só que dessa vez minha camiseta subiu, minha barriguinha apareceu para quem quisesse e quem não quisesse ver. Sério, preciso de uma amiga nova. Agora tô morrendo de frio, a sala tá com o ar condicionado ligado, apesar do frio que está fazendo, e vou confessar, eu te queri aqui, pra me abraçar e esquentar, mesmo que eu duvide um pouco que isso viria a acontecer.
   Todas as pessoas ao meu redor estão brincando, sorrindo, conversando e se divertindo. Mas eu estou isolada, como quase sempre estou e quase sempre estive. Exceto na internet. Exceto quando estou com você. Exceto quando estou com meu melhor amigo. Exceto quando só resta eu e mais alguém, aí esse alguém vem falar comigo por falta de opções. Isso dói. Aí depois, eu fico deprimida, ou me corto, e algum indivíduo vem falar que sempre vai estar lá pra mim e blá blá blá. Só que quando eu precisei, eu estava sozinha. 
   Amanhã meus pais completam 16 anos de casados, e apesar de isso ser bom, também é ruim. Muitas coisas ruins aconteceram nesses 16 anos, algumas inclusive, já falei para você. Não vou ficar falando muito disso. Sabe, um dia eu quero me casar, ter filhos, constituir família, ter minha casa... Só não quero ser exatamente como meus pais. Eles são "felizes"; digo entre aspas pois existem rachaduras demais e elas aumentam mais e mais. Às vezes algumas delas são cobertas, consertadas, mas eu sei que é mais provável que algum dia a barreira se rompa totalmente do que as rachaduras sejam consertadas. Só que se essa barreira se romper, vai inundar nossas vidas com mais dor, mais distanciamento e mais desamor do que já tem. Eu espero muito, muito mesmo que isso não aconteça, mas várias vezes eu penso que acabará sendo melhor se a barreira romper-se de vez. Eu gosto de vê-los bem, sorrindo, brincando, conversando e exalando amor, pena que o oposto dessas coisas acabe sendo bem comum, mais do que se pensa.
   Cara, você não tem ideia do quanto quero ver seu sorriso, ouvir sua voz e te sentir próximo. Pena que não há previsões para que isso aconteça. 
   Enfim, vou nessa. Só para variar, estou procrastinando. Comecei a escrever essa carta cerca de 16hrs, e agora já é mais de 2hrs da manhã, e ainda não arrumei a cama para dormir. Pois é, tenso. 
   Beijos, Cristiano. Fique com Deus e até a próxima. 
Liliane, 21.06.2016


domingo, 10 de julho de 2016

Cartas à Cristiano - Carta Quatro

Sorocaba, 20 de Junho de 2016

   Oi. 
        Eu já não escrevia para você há um tempo, mas hoje, depois de quatro tentativas fracassadas, inicio essa, a quinta, que assim como as outras, também pode vir a falhar. E esse início deve ficar meio bizarro se esta for dar certo. Estou brava, não vou mentir. Brava com a minha aparente inabilidade de escrever uma carta, e com muito ciúme. Existem três pessoas ao seu redor que estão me tirando do sério, e isso é insuportável, ou quase. Desculpa. Essas três criaturas vivem grudadas em você, e me impedem de falar com você. Caso você não saiba, mas imagino que suspeite, pela internet eu não sou tão tímida. Eu me abro, e por diversas vezes, falo coisas que jamais me imaginaria capaz de dizer. Pela internet, eu também não preciso ter medo de pessoas interrompendo nossa conversa, de pessoas bisbilhotando ou fazendo "ouvido comprido" para o que quer que fale(mos). Sabe aquela música, que você cantou? Eu já ouvi ela muitas vezes, tantas vezes que já sei cada verso. Mas mesmo sabendo que não sou a sua única amiga, mesmo sabendo que não temos nada de especial, e mesmo sabendo que essa música já havia sido cantada com essa pessoa, meu coração ainda doeu. Aquela pontada fina, que se irradia pelo corpo, e que quase te faz chorar. Mas, desculpa, eu não choro fácil. Eu fiquei sem reação quando vi aquilo, mas não é como se eu pudesse me levantar e interromper tudo e nós fôssemos sair de mãos dadas ou você fosse sentar-se do meu lado. Eu me forcei a não cantar ou cantarolar junto, a não "batucar" com o pé no chão no ritmo da música... Me forcei e não gritar tudo aquilo que sentia e nem deixar isso sair pelos meus olhos.
   No dia seguinte, isso é, hoje, nós falamos sobre dinossauros, loucuras, aulas, festa e profissões. Eu sorri, eu ri, eu me alegrei. A pontada amarga do ciúmes ainda estava e está lá, mas também esse sentimento que tenho por você, e ele é mais forte... Por isso eu sorrio, por isso eu ainda vou atrás, por isso eu tento ignorar tudo, por isso tento pensar só em teu sorriso e em como você era antes de elas aparecerem. Só que não dá pra viver para sempre nessa concha, nesse oceano de ilusões. Porque é isso que tudo isso é: ilusão. Não sei como pude em algum momento imaginar que você algum dia daria uma chance ou veria em mim algo além de uma adolescente besta que está apaixonada por uma pessoa impossível, isso é, você. 
   Por maiores que sejam os ciúmes e a inevitável mágoa de garota que se apaixona por alguém impossível, acho que esses sentimentos estão me ajudando. Ajudando a despertar desse grande sonho, dessa ilusão, assim como minha "amiga". Ela também começou a me despertar desse devaneio, mesmo que sem saber. E eu só posso agradecer. Quem sabe, agora, você me deixe em paz?
   Agora, como a rainha da aleatoriedade, como eu mesma me declarei, eu digo que estou com sono. Sério, estou quase dormindo aqui, sobre a mesa da escola mesmo. Essa noite fui dormir muito tarde, já era mais de 3hrs da manhã, e hoje acordei relativamente cedo: 9hrs da manhã. 
   Enfim, acho que vou tentar dormir um pouco, talvez depois eu volte a escrever. Beijos para você Cristiano. 
Liliane, 20.06.2016

quinta-feira, 7 de julho de 2016

O Monstro Está de Volta, Mas Será Expulso

   E o monstro voltou. Aquele que a princípio você nem percebe, mas com o tempo vai crescendo, se tornando um peso nos ombros... E então ele passa a ter que te carregar. E ele cresce tanto que se torna quase como um quarto ao seu redor. Ele te protege de qualquer bom sentimento, de qualquer sensação, como uma muralha guardando uma cidade. É um quarto escuro, onde com você estarão apenas a tristeza, a dor, e o amortecimento. Você não sente mais nada de verdade, tudo parece irreal, como um sonho. O cansaço passa a ser parte integral da sua vida, que você tenha tido 2 horas de descanso ou 12 horas. Você deixa de se importar com sua aparência, higiene, com a opinião das pessoas ao redor a respeito de você ou de qualquer outra coisa. Seu único foco passa a ser capaz de sentir algo, sair dessa monotonia de sempre, e então, você adquire vícios: bebidas, cigarros, drogas... Automutilação. A sensação de alívio que essas coisas trazem é meramente momentânea, e quando ela passa, você se sente pior e só quer mais daquela paz, daquela coisa que não é o que você sente todos os dias. Você quer chorar. Mas não consegue. Você quer sorrir de verdade. Mas o máximo que consegue são alguns sorrisos falsos que imitam os verdadeiros muito bem, você os cria tão bem que jamais pareceriam irreais. A sua única vontade agora, é morrer, porque agora você sabe que nada vai ter trazer paz, nem te distrair, nem te libertar desse monstro que está ao seu redor como uma muralha indestrutível. Você não quer morrer pra não viver mais; você quer morrer pra matar a dor, pra matar o monstro. E então você se aquieta com aquele monstro. Pensa que ele para sempre vai ser parte da sua vida, ou pior, que ele sempre vai ser você. Você não quer ver o sol. Você não quer ouvir o canto dos pássaros. Você não quer ouvir a risada de um bebê ou ver um cachorrinho feliz, brincando em algum vídeo aleatório da internet. Você não quer sentir o vento na sua pele, brincando com seu cabelo e nem sentir um abraço daqueles capazes de arrancar todo o frio e a tristeza, aquecendo cada recanto do seu coração, afinal, o monstro  é você, e quem iria querer abraçar uma criatura dessas?...
   As pessoas então percebem que o monstro se apossou de você, e começam a querer te libertar, mas agora você já não quer ser livre. Você já não lembra mais como é sentir o prazer de ver o sol se por em um espetáculo de cores. Você não lembra mais como é sentir um abraço do qual você realmente goste. Você se esqueceu de como é a luz, de como é a claridade... Você se esqueceu de como é ser feliz. Você se irrita facilmente, tem grandes mudanças de humor, e faz as pessoas se afastarem. Você quer que elas vão embora e te deixem em paz, na sua comodidade, na escuridão com a qual você se acostumou tanto, no amortecimento, na falta de sensações. Chega um momento em que desistem de lutar por você. De vez em quando aparece alguém, mas você o afasta, ele é desencorajado por aqueles que já desistiram, e então ele também desiste de você; desiste de tentar te salvar, desiste de querer te ver de volta como era. Só que há um Alguém que jamais desiste. No vocabulário dessa pessoa não há a palavra "desistir" ou quaisquer variantes. Esse Alguém quer te libertar, te abraçar, te limpar da dor, da tristeza. Quer te dar a vida, a alegria, a felicidade, a paz, te fazer querer ver a luz, querer ver o sol, querer sentir o vento, querer ouvir os pássaros, te fazer querer ser novamente abraçado, te fazer se sentir puro. Querer te fazer sentir novo. Querer te fazer se sentir digno. Quer te tornar inteiro. Quer te fazer sonhar, sorrir, viver!
   Algumas das pessoas que se encontram presas nesse monstro, depois de muita luta, aceitam as tentativas desse Alguém para que elas apenas vejam uma fresta de luz. No princípio, a luz machuca os olhos, mas logo a sede dessa luz cresce, e o monstro começa a diminuir. Esse Alguém está lá desde o princípio, e jamais seria capaz de desistir de VOCÊ. Entretanto, outras pessoas que se encontram presas rejeitam todas as tentativas, chances e lutas. Eles se entregam a escuridão, pois acreditam não serem capazes de viver na luz novamente, não acreditam ser capazes de conhecerem a luz. E então, se entregam à escuridão de uma vez. Fecham seus olhos pela última vez, para jamais os abrirem novamente. O fôlego foge de seus pulmões, e o Alguém que tanto lutou sofre. Chora como jamais qualquer outra criatura seria capaz. Esse Alguém sofre pois um filho se foi. Um filho morreu, um filho se sentiu indigno, impuro, perdido, quebrado, destruído e não via mais nada além de dor e tristeza para onde quer que olhasse. Ele até viu um lampejo de luz, mas quantas vezes já não foi iludido por coisas tão semelhantes, mas que eram meras ilusões? Cada um dos vícios que teve foi uma falsa luz. Cada alívio foi uma falsa luz. Cada pessoa que desistiu de lutar por ele foi uma falsa luz. E ele não queria mais ser iludido por falsas luzes, por enganadores.
   O monstro voltou pra mim. E o nome do monstro que me já me prendeu uma vez é depressão. Mas com esse Alguém que já me libertou outra vez, eu vou expulsar esse monstro. Eu quero lutar contra o monstro, mas sozinha não tenho forças. Ainda bem que tenho um Amigo que jamais desiste de mim. Que jamais desiste de qualquer pessoa. Esse Amigo está sempre disposto a ajudar a todos. Ele está disposto a me ajudar a derrotar o monstro quantas vezes forem necessárias. E não só o monstro da depressão, mas qualquer outro monstro que possa me prender: ansiedade, bipolaridade, síndromes psicológicas, os vícios, as ilusões... E esse Alguém está sempre disposto a lutar por mim, por você e por qualquer outra pessoa porque Ele já se entregou no meu e no seu lugar. Ele morreu em meu lugar, ele foi ferido, destruído e humilhado, foi feito indigno para que eu e você pudéssemos viver, para que pudéssemos ser curados, para que pudéssemos ser reconstruídos, para que pudéssemos ser exaltados, para que pudéssemos ser dignos de amor, de paz, de perdão, de vida, de salvação. Esse Alguém é luz, é paz, é amor, é o caminho para a verdade, esse Alguém é a Vida. Ele é a salvação. Ele é Jesus.
   Então se você algum dia se sentir preso(a), distante demais pra voltar, indigno(a), impuro(a), humilhado(a), como se a única saída fosse a morte, saiba que existe uma pessoa que desde o princípio luta por você. Luta para que você possa viver. Para que você possa ser feliz. E essa pessoa JAMAIS  seria capaz de desistir. Essa pessoa JAMAIS  seria capaz de te rejeitar, como tantas pessoas fazem. Essa pessoa jamais seria capaz de causar qualquer dor ou dano em você porque essa pessoa te ama. Te ama tanto, mas tanto, que foi capaz de morrer por você. Tudo o que você precisa fazer é aceitar a ajuda dela. Tudo o que você precisa fazer é se refugiar em Seus braços de amor e se entregar plenamente à Ela. Porque essa pessoa é Jesus. E Ele sempre  vai te aceitar.

Por: Liliane, 29.06.2016
2hrs10min

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Cartas à Cristiano - Carta Três

Sorocaba, 15 de Junho de 2016 

Olá Cristiano.
                        Essa já é a terceira carta que escrevo a você; hoje eu comecei a digitar para postar em meu blog a primeira carta que escrevi. Esse será meu modo de mostrar a você cada uma dessas cartas, sem que você sequer saiba que são direcionadas para você. Mas, bate um temor, um aperto no coração: você irá descobrir que você é o “Cristiano”? Será que você descobrirá que o seu nome tem algumas letras correspondentes com “Cristiano”?
O céu hoje não está tão belo quanto estava dois dias atrás. O dia hoje também está mais quente, assim como meu coração. Sabe, a cada palavra eu sinto como se estivesse me entregando mais a ti, entregando mais o meu coração. Devo ressaltar que assim como o céu, minha letra não está tão bela quanto a dois dias. Infelizmente, não sei se me ponho mais próxima ou distante de ti.
Eu fico imaginando você ao meu lado, conversando comigo, e me auxiliando quando necessário. Eu ouço sua voz em minha mente e é inevitável para minha mente e meu coração pensarem em nós. Fico indagando como seria ver o por do sol com você, imaginando o céu refletido em seus olhos e vendo seu sorriso claro e belo.
É impressionante como eu passo horas e horas apenas sonhando acordada com você, com sua voz, seus olhos, seu sorriso e suas palavras.
É impressionante também como não sei mais o que escrever nessa carta e não consigo parar de imaginar o contraste entre ela e a primeira das cartas.
Enfim, eu já sei que não vou ter resposta a nenhuma de minhas cartas, e isso dói um pouco no meu coração, pois como eu gostaria de uma única resposta!... Então, Cristiano, se você descobrir que é você aquele que faz meu coração bater mais rápido, responda essa carta. Você tem como. Nós conversamos todos os dias, e como eu queria algum dia ver uma resposta em nossa conversa. Aqui concluo essa carta, meu caro Cristiano.
Beijos, fique com Deus!
P.S: Você é perfeito para mim e para Deus! Jamais se esqueça disso! 
Liliane, 15.06.2016 

terça-feira, 5 de julho de 2016

O Pássaro da Ilusão

A ilusão, como um pássaro
Veio até meu coração
E ali, estabeleceu seu lar
Já tentei espantar
O pássaro da ilusão
Mas em mim permanece firme como o amor
Que em meu coração fez brotar
O pássaro da ilusão
Cuida desse amor
Que da imaginação não passa
Cuida como querido filhote
E não me deixa arrancá-lo
Caro pássaro, deixe meu coração em paz
Quero voltar à quietude que já não mais tenho
Sonhar sem medo de acordar
E se acordar, tudo não passar
De meros sonhos de uma mente
Iludida, apaixonada, que esconde o pássaro
Com seus próprios sonhos
Querido pássaro da ilusão
Vá embora
Por favor
Já a ilusão me cansou
Cansei de viver em busca da realidade
Que existe em meio à fantasia
Pássaro da ilusão
Deixe meu coração
Deixe minha mente
E vá fazer seu lar e plantar tua semente
Em alguém disposto a amar!
Por: Liliane, 14.06.2016
0h30min

Cartas à Cristiano - Carta Dois

Sorocaba, 14 de Junho de 2016

    Olá, 
          Aqui estou eu, escrevendo mais uma daquelas cartas. Como você está? Eu não estou tão bem. Hoje é dia 14 de Junho, ou seja, completam dois anos que eu me cortei pela primeira vez. Desde aquele dia, eu nunca mais fui a mesma, sabe? Aquele momento ficou congelado no tempo, mas a vida segue seu curso, em um interminável ciclo de dores, tristezas, feridas... E prazeres, alegrias, curas para as feridas. O meu coração ferido, se curou, e agora, aparentemente, está prestes a ser ferido novamente. Dessa vez por você.
    Eu estava feliz, estava em paz, finalmente, após tanto tempo. Mas você surgiu, com suas palavras, seus sorrisos, seus cuidados e com o seu amor a Deus, e foi quase impossível que eu não me apaixonasse. Eu até resistir durante um tempo, mas logo cedi aos encantos seus, aos efeitos que causava em meu coração, que começava a bater descompassado. Não há razão para as coisas do coração, sabia? Ele não é racional, inteligente ou sequer consegue tomar todas as decisões. E ele se machuca, ele dói, ele tampa os olhos da mente e ilude ela, tudo isso para que ele possa ter o que quer... Mesmo que isso signifique se ferir. Seria tão mais fácil se ele fosse racional, ou não iludisse ao resto do corpo!...
    O dia de hoje, apesar de simbolizar o que simboliza, deveria ser de alegria. Nesse dia, eu queria poder celebrar a paz e o fim dos cortes, apesar de que há dois anos, essa tenha sido uma data de tanta dor, mágoa e pesar. Dizem que uma data só é ruim se queremos assim torná-la. E adivinha? Não é assim que funciona. Minha “amiga” que o diga. Alça da minha mochila que o diga! Eu que o diga, e o mundo também”...
    É incrível como minha mente nunca para, sabe? Eu não tenho paz de meus sentimentos e pensamentos há muito tempo. Esse era o único bom lado da medicação que eu tomava: ela limpava minha mente. Para qualquer canto da minha mente e de meu coração para onde eu olhe, sempre há medo, uma caixa de surpresas, incógnitas, muitos “E se?”, muita falta de coragem, uma voz que me dizendo tudo o que eu NÃO preciso saber, como por exemplo, o quanto sou inútil, covarde, uma pessoa sem perspectivas de vida e por aí vai. Só que você consegue limpar tudo, e quando falo com você, quando estou com você, tudo é limpo e calmo.
    Sabe, eu estou cansada. Cansada de viver um dia após o outro com medos, grande parte deles os quais eu nem sei de onde vêm. Estou cansada de não ter um par de braços, um coração ou um aconchego para o qual correr quando estou exausta, ou triste, ou simplesmente preciso de algo além de mim, quando estou cansada de um longo dia, quando estou me sentindo miserável, ou ainda quando apenas preciso saber que existe outro coração que bate pelo meu.  Um coração que se apressa quando sua mente pensa em mim, uma pessoa que a cada dia se preocupa comigo. Sim, eu sei que tenho minha família, mas eu preciso de algo além. Preciso de alguém que me complete, e Cristiano, sabe o quanto eu quero que esse alguém seja você? Por hora, acho que é isso. Agradeça a essa folha de papel que sempre está disposta a receber meus devaneios, sonhos, medos e desabafos, coisas que talvez jamais cheguem a você.
    Por aqui me despeço, Cristiano. Fique com Deus, e meu coração você já tem, devo lembrar-te. Beijos, querido!
Liliane, 14.06.2016

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Palavras Reclusas

Tanto falamos
Mas não confessamos
Tantas palavras ditas
Mas não aquelas
Que dariam fim a nosso martírio
Palavras vãs
Ditas para ocultar as batidas do coração
Tanto falamos
Mas não dizemos
Aquilo que está em nosso coração
Que faz a mente voar
E o coração apressar
Tantas palavras ditas
Tão somente para
Esconder as batidas dos corações
Que em conjunto palpitam
Mas aquelas que nos libertariam
Reclusas permanecem
Em um profundo recanto
Do coração
Presas, escondidas, ocultas e quase que inexistentes
São estas as palavras
Que querem pelos lábios escaparem
São essas as palavras
Que se deseja falar
Mas não se fala

Tanto se fala
Mas não para dizer o tão singelo
O tão ao mesmo tempo temido
“Eu te amo”

Por: Liliane, 05.04.2016
15h16min

sábado, 18 de junho de 2016

Cartas à Cristiano - Carta Um

Sorocaba, 13 de Junho de 2016

Olá Cristiano, 
                        Como vai? Agora entrei em uma mania de escrever cartas que provavelmente nunca serão enviadas e muito menos lidas por você. Sabe, nessas cartas eu me sinto livre para confessar tudo o que enche meu coração e me dá um nó na garganta. Eu confesso sentimentos, paixões, pensamentos e devaneios em um papel que tantas vezes mostra-se mais acolhedor que as pessoas ao meu redor. Cristiano, existe um sentimento em meu coração que o faz bater apressado e que há muito quero confessar a ti, mas tenho medo de o fazer. Nessa carta, nessa folha de papel, eu sinto-me livre para confessar tão profundo sentimento sem temer um "E se?" que a vida possa trazer.
     Eu estou apaixonada. Totalmente, perdidamente, completamente apaixonada, e não é por qualquer pessoa, por qualquer garoto... É por você. É por um alguém mais velho, mas conseguiu deter meu coração em tuas mãos. A palavra que eu usaria para defini-lo é uma palavra muito distante, uma palavra que abriria um vale, uma cratera sem fim entre eu e você; mas, para mim, eu não o vejo tão distante. Eu te vejo como um amigo próximo, com quem eu posso contar, para quem eu posso revelar segredos e desabafar. Provavelmente, você já saiba disso, que estou apaixonada por você, mas eu não sei a razão de ainda não tê-lo dito a mim. Talvez, você não queira deixar-me desconfortável, ou assim como eu, tenha medo de um "E se?"... Talvez goste de mim também, mas eu acho que não há muita probabilidade disso. Eu tenho medo de não ser correspondida, medo de acabar com a amizade, e eu sei que você, por outro lado, tem medo de ser iludido. Ah, a ilusão. Um pássaro que carrega nossa alma e coração em suas asas, e não nos deixa descer novamente à terra, Entretanto, uma coisa eu garanto: eu jamais iludiria você.
     Eu sei que essa carta talvez jamais saia de minhas mãos, que talvez jamais seja enviada, que talvez jamais seja lida por você, ou ainda, talvez você jamais sequer saiba da existência dela, mas isso não altera o fato de meu coração apressar-se em simplesmente pensar em você, ou que minhas mãos suem de nervosismo ao ver uma mensagem que pode ser um sinal pra mim, mas que pra você, não seja nada. A cada dia eu voo mais alto no que pode ser apenas um sonho, no que pode ser apenas a ilusão de uma menina apaixonada por alguém inacessível, como acontece com tantas meninas apaixonadas... Espere! Eu escrevi menina? Menina já não mais sou, agora sou adolescente, E adolescentes tem infinitas capacidades de sonhar com amores e ademais coisas impossíveis.
     Aqui estou eu, então, uma adolescente apaixonada que confia suas paixões a uma branca folha de papel, como se um pouco de celulose e tinta fossem capazes de aliviar uma alma; ou como se fossem capazes de dizer tudo a você: tudo o que sinto em um recanto de meu coração. Elas até podem contar, mas antes, eu devo enviar essa carta a ti, o que eu penso ser incapaz de fazer. 
     O azul límpido de um céu de outono faz-me indagar, sonhar e imaginar dezenas de hipóteses, e grande parte delas terminam com um aconchego apaixonado em teus braços. O azul desse céu me faz também relembrar do azul do céu do lugar de onde vim, da cidade onde nasci e cresci. Lá, mesmo com nuvens, o céu permanece azul, um azul puro e profundo, quase que surreal. Quanto o brilho quente do sol encontra as nuvens, o céu vira uma mistura de tons de azul, rosa, roxo, laranja e amarelo... E o azul torna-se ainda mais profundo. Por que eu falei do céu de Brasília, você deve estar a se perguntar. E eu já respondo: aquele céu me faz pensar em amor, me faz penar em um puro coração, onde os sentimentos, como os raios de sol, colorem tudo, tornando o coração e o amor ainda mais belos e surreais.
     Eu quero que um dia, você veja esse céu comigo, que você veja os espetáculos de cores, a pureza do céu, o brilho do sol e toda a paz que tudo isso traz. Eu quero ver outra vez o por do sol ao lado seu.
     Logo eu completo uma página, frente e verso, completos. Confissões de um coração apaixonado e amedrontado. Tudo em uma carta que quase certamente jamais encontrará tuas mãos; uma carta sobre a qual você talvez jamais saiba; sobre a qual teus olhos jamais pousem ou sobre a qual eu jamais te conte.
     Cristiano, eu estou apaixonada por você. É você o meu crush, e automaticamente, eu sou a mina do teu shipp.
     Enfim, me despeço aqui. Fique com Deus, seja feliz, e que essas palavras não tenham o poder de mudar a nossa amizade.

                                                               Beijos, Liliane - 13.06.2016





quarta-feira, 15 de junho de 2016

Nova Série de Postagens

Olá gente! Estou só passando pra avisar que iniciarei uma nova série de postagens no blog, e essas postagens serão cartas. Essas cartas são cartas que escrevo durante as aulas ou quando simplesmente não sei o que fazer, e são endereçadas à pessoa por quem estou apaixonada, contudo, eu vou colocar um nome fictício nessa pessoa, para não expôr sua identidade. O nome que colocarei no indivíduo é "Cristiano"; imagino que grande parte de vocês não saiba, mas meu livro predileto é "A Marca de Uma Lágrima", e nesse livro, a personagem principal é Isabel: uma adolescente de 14 anos que se vê apaixonada por Cristiano, seu primo, e passa a escrever poemas para ele e entregar como e fosse sua amiga Rosana, que tem um relacionamento com Cristiano. À medida da narrativa de história, Isabel vai apaixonando-se mais e mais por Cristiano, até que em uma confissão desesperada de amor, ela revela sua paixão. Nas cartas que estarei postando aqui, como referido acima, o  nome da pessoa por quem estou eu apaixonada será Cristiano, e não, ele não é meu primo e nem tem quaisquer relações familiares. Esse nome se deve a apenas ser um amor que eu tenho por inalcançável e no qual a cada dia, a cada palavra, eu naufrago mais. Enfim, é isso. Beijos no coração e fiquem com Deus! ;* <3


quinta-feira, 9 de junho de 2016

Menina Minha, Linda

Menina minha, linda
Não acredite nisso, flor
Isso é morte disfarçada
Bela não serás, amor meu
Não vá por aí
A cada dia, coração
Vais querer mais
Seu corpo sofrerá
Mas você isso não perceberá
Mente buscando por mais
Em briga com o corpo
O estômago vai chorar
E pedir por um mero bocado de comida,
Por favor!
Mas alimento ele não terá
Pois alimentá-lo tu não vais querer

Com o tempo, teus ossos saltarão da pele
E ela vai ferir-se
Cabelos no ralo, finos e fracos, foscos
Pedaços de unhas amareladas cairão
Garganta ferida e dentes frágeis,
Desgastados estarão
Ossos batendo uns contra os outros,
Por baixo da pele
Qualquer bocado de comida que vieres a ingerir
Te fará infernal dor sentir!..

Menina minha, linda
Não caia nessa, flor minha
Isso já não é morte disfarçada
Pois agora revela todas as suas garras e dentes
Que prender a ti querem
Bela não serás, amor meu
Não vá por aí, coração
É caminho de dor e aflição
Irritada, fraca e faminta
Ana e Mia amigas não são
Reais também não são
Apenas dor querem causar
Ao fim, frágil tu serás
Em uma cama num hospital
As pessoas ao teu redor lágrimas derramando
Com dor estampada nos semblantes, ao verem
Cada um dos ossos
Que com tanto cuidado tu cobrias
Roupas largas os escondiam
Escondiam teus ossos
Que para ti, de gordura e feiura não passavam
Somente à ti existiam

Um último bip da máquina que diz
Que ainda viva estás
Mas aí acabam
Os sons de tua tão curta vida
Um último pulsar de um fraco e cansado coração
E agora
Nada mais há
Exceto um saco de ossos sobre
A fria e rígida cama

Minha menina, linda
Se foi e agora não mais existe
Essa morte levou a ti
E não só a ti
Muitas caem nas mesmas armadilhas
Nessas falsas Ana e Mia
Bela tu não podes ser,
Bela tu deixastes de ser à elas
Entregar-se
Apenas ossos repousam no a caixa de madeira
Que para sempre te prenderá

Ana e Mia ao redor riem
Das tantas vítimas que já tiveram
E agora de ti também
Mais uma menina linda
Menina moça
Que a elas se entregou
Partem a caça de mais uma
Para à ruína da terra trazerem
E divertimento nos sofrimentos encontrarem

Menina minha, linda
Fuja delas
Refugie-se em paz
Aceite-se como és
Perfeita de teu modo
Fuja dessa morte disfarçada e escancarada
Por: Liliane, 17.02.2016
15h50min

Eu Não Sei

       Eu não sei a razão de ainda guardar e esconder de você que estou completa, perdida e incondicionalmente apaixonada por você. Você é a primeira pessoa com quem falo ao acordar, e também a última na hora de dormir. Você conseguiu cativar  dominar meu coração e minha mente. Sua voz ressoa em meu ouvidos e eu sinto meu coração bater mais rápido.
       Quando estou ao seu lado ou falando com você, mesmo que eu esteja passando por um inferno, não parece tão ruim. Você me dá paz em meio à guerra. Você faz meu coração pulsar quando estou prestes a desfalecer. Você me faz sorrir em meio às lagrimas e amar em meio à dor. Você me faz inteira quando estou em pedaços e me ajuda a ser diferente, a mudar. Sempre pra melhor. Você me dá vontade de estar mais próxima de Deus e me faz querer ser uma pessoa pura, melhor, sorridente, feliz e que auxilia ao próximo.
       Então eu realmente não sei porque ainda não te contei; você disse que talvez uma chance eu teria, mas e se quando eu contasse tudo viesse a desmoronar? E se eu for tão somente rejeitada, sensação essa que já tão bem conheço? E se toda essa "proximidade" seja quebrada e entre nós se abra um vale intransponível do desconhecimento entre duas pessoas que já se conheceram outrora?
       Eu não comecei a falar com você por gostar de você, mas comecei a gostar de você por falar com você.
       A cada dia é quase impossível que eu não me apaixone mais por você. Os seus olhos acompanham os meus pensamentos, iluminando meus sonhos; sua voz embala meus devaneios, sempre me fazendo voar mais alto nessa (des)ilusão. Entretanto, como dizem, quanto mais alto o sonho, maior a queda. Como eu não queria ter que cair!.. gostaria de permanecer a flutuar no brilho dos teus olhos e de ter meus devaneios embalados pela tua voz, tão serena e suave.
       Eu, na verdade, sei sim qual a razão de não ter ainda te contado que estou apaixonada. Tenho medo; medo de dar errado, medo de falhar, medo de acordar desse sonho tão real mas que tanto ilude, medo de acabar com sequer essa amizade, medo de tudo. Mas estará você disposto a me dar a paz, a fazer meu coração pulsar, a sorrir e amar, a me fazer inteira e me ajudar, me fazer querer ser melhor, me fazer querer estar mais próxima de Deus, me fazer querer ser mais pura, sorridente e feliz mesmo depois que souber disso?
       Eu tenho medo, e por isso, esse sonho não passa de um segredo de uma garota iludida pelos desejos do coração.
Por: Liliane, 07.06.2016
17h57min

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Dois Anos

Já vai fazer dois anos. Em minha memória, parece que foi ontem, mas bem eu sei que não foi. Ainda me lembro claramente daquela madrugada, na qual eu me senti finalmente estar soterrada em sentimentos que eu não era capaz de identificar. Eu, na verdade, não sentia nada exceto uma dor tão grande que parecia querer me engolir, e ao mesmo tempo, um “amortecimento”, como se não fosse eu que estivesse vivendo, ou como se eu fosse somente uma “casca vazia a passar pela vida”. A vontade de chorar me dominava, mas meus olhos permaneciam secos. Os falsos sorrisos e “estou bem” regiam meus dias. Eu lia, escrevia, desenhava, dormia e assistia; durante um tempo até adiantou, mas um dia, o vazio tornou-se grande demais, e então, nada do que eu fazia adiantava. Antes daquela madrugada, há muito tempo eu já buscava outro modo de eliminar aquela dor para quando o que eu fazia já não fosse o suficiente. E esse dia chegou.
Naquela madrugada, pela primeira vez eu desmontei um apontador. Naquela madrugada, pela primeira vez eu deslizei uma lâmina contra minha pele, mas apenas um corte não foi o suficiente para que tudo aquilo passasse. Naquela madrugada, uma nova fase se iniciou em minha vida. Naquela madrugada, eu embarquei em uma luta quase impossível de ser vencida. Uma luta que jamais seria e nem ninguém jamais foi capaz de vencer por si só. Uma luta sem fim, uma luta que eu luto todos os dias, e que eu sei que vou vencer um dia, pois Cristo luta por mim; Ele não só luta como já venceu essa batalha na Cruz. Nessa luta, entretanto, eu já ganhei mais marcas do que achei que seria possível; mais marcas do que posso contar. Marcas em meu corpo e em minha alma.
Essa luta agora terá um fim, e serei eu a vencedora, pois deixei de lutar sozinha, como por tanto tempo insisti em lutar.
Já vai fazer dois anos, que eu luto, luto pelo fim desse vicio. Se às vezes eu falho? Sim, assim como ocorre com todos os vícios. Mas eu estou lutando, e eu vou lutar até ganhar, ou o mais próximo disso que eu possa chegar.
Já vai fazer dois anos, mas essa data não deve significar dor, mas sim esperança. Não deve ser a marca do principio da luta, mas sim o marco de que “tudo posso nAquele que me fortalece.” Deve ser a marca de que Cristo me trouxe mais uma vez a paz, o amor próprio, a felicidade, a vida, e acima de tudo, me deu a chance de viver junto ao Seu lado na eternidade.
Então sim, vai fazer dois anos, mas também vai fazer dois anos que eu pude começar a entender que independente de como eu ou você estamos, que independente do quão fundo nos encontramos no poço, não importa o quanto negamos o amor infinito do Pai, Ele ainda nos busca, limpa do mal, protege, ama e perdoa. 

Por: Liliane, 11.05.2016
13hrs44min


Releitura Poema "Quando Você Me Beijou", Livro "A Marca de Uma Lágrima"

Quando você me beijou
Senti o mundo desaparecer
E deixar só eu e você
Quando você me beijou
Senti que ia até as nuvens
E que em meio às estrelas
Iria permanecer
Quando você me beijou
Senti minhas pernas falharem
Mas você me segurou
Quando você me beijou
O tempo parou
Meu coração pulou
E o amor me dominou
Quando você me beijou
Nada mais importou
E então, amei mais você
Quando você me beijou
Meus sonhos tomaram forma
Tornaram-se reais memórias
Quando você me beijou
Minha imaginação saiu
Da imaginação
E veio para a realidade
Quando você me beijou
Arrepios percorreram todo o
Meu corpo
Como chocolate que derrete na boca
Quando você me beijou
Me perdi no infinito
E me encontrei no finito
Ato de amor que é tão definido
Quando você me beijou
Me vi
Rumo a mais intensa paixão
Quando você me beijou
Me vi morrer
Para então renascer
Quando você me beijou
Vi de olhos fechados
Que era você
A minha perdição e salvação
A minha coragem e covardia
O meu céu e meu inferno
O meu finito traço de amor infinito. 
Por: Liliane, 18.05.2016
15hrs43min


domingo, 8 de maio de 2016

Cansada

Eu estou tão cansada... cansada de ver que eu não sou verdadeiramente importante pra aqueles que eu acho importantes pra mim... cansada de sorrir e ninguém realmente se importar com meu sorriso... cansada de ir dormir e acordar e ninguém pensar em tentar saber se tá tudo bem. Tudo realmente bem... eu tô cansada de passar pela vida das pessoas e não se importarem. Cansada de ignorarem tanta coisa nos meus olhos. Cansada de ignorarem o que eu tenho a dizer, e quando eu digo, não opinam com verdade em suas palavras. Isso quando não ignoram e tentam mudar de assunto...
  Eu queria só que alguém perguntasse realmente se importando comigo. Que alguém me abraçasse quando eu preciso de um abraço, e dissesse "Boa noite, durma bem. Te amo" ou simplesmente um "Senti sua falta"... são coisas tão pequenas... talvez apenas um olhar, um sorriso de quem se importa. Eu estou cansada de ser uma sombra a passar na vida. Uma sombra que sorri e ninguém vê; que acorda e ninguém se importa; que dorme e ninguém diz um mísero boa noite...
Por favor, seja essa pessoa pra mim. Não me deixe passar desapercebida, passar triste e esquecida. Seja a pessoa a me dar boa noite e bom dia, minha flor. A pessoa a dizer senti sua falta, queria você aqui...
É tão difícil isso?

p.s.: texto de 03/01/2016 - 02:58am


sexta-feira, 6 de maio de 2016

Eu Entendo

Parece que não, mas eu entendo, as marcas em meu corpo são prova disso. Eu entendo todas as noites choradas num travesseiro, sem consolo. Eu entendo a dor que parece que vai nos esmagar por dentro, até não restar nada além dela. Eu entendo as vezes que você diz "estou bem" mesmo querendo morrer. Eu entendo os sorrisos cuja única função era esconder a dor para não perguntarem; se perguntassem seria muito difícil de explicar a verdade. Eu entendo os casacos em dias tão quentes, os tubos de base e corretivo e as pulseiras. Eu entendo os lugares em que você esconde suas "amigas", já que a única coisa que importa é que não descubram, que você não fique longe delas. Eu entendo o tempo a mais com o chuveiro ligado, as lágrimas que começam do nada e os cortes coçando e ardendo. Eu entendo a dor que você sente e entendo as manchas de sangue nas suas coisas. Eu entendo a dor que as vezes aparece em seus olhos, mas exceto quando você está só você a esconde rápido demais para perceberem; eu entendo os gritos silenciosos, o desejo que alguém perceba e te salve de si mesma, ao mesmo tempo em que você não quer que ninguém descubra. Eu entendo o medo de magoar alguém: você não quer que outros passem pelo que você passa... Eu entendo você não entender por que as pessoas importantes pra você vão ficando tão tristes ao ver o que está acontecendo com você... afinal, você esconde tão bem. Eu entendo a sua preocupação em contar a alguém.
Mas eu também entendo as lágrimas da sua mãe ao ver o sangue nas suas roupas, no seu quarto, a preocupação que ela tem com você. Eu entendo o medo que seus amigos sentem de que você pode fazer algo sério, entendo o medo deles ao pensar em falar com você, já que eles acham que você possa ficar ainda pior.
Eu entendo tudo, entendo os dois lados.
Eu entendo porque eu já fui você, a pessoa que não vê outra saída além da morte, a pessoa que só sente aquela dor, aquele peso na alma. E eu sou as pessoas que querem te ajudar, eu sou as pessoas que você rejeita, que você tenta afastar, eu sou aqueles que querem você bem, com um sorriso real. Eu sou aquela pessoa que vê as mães chorarem de dor, de desesperança; que vê a preocupação de seus amigos, o medo que eles sentem de perder você.
Por favor, se deixe ajudar. Por favor, busque ajuda. Por favor, não se entregue; ou melhor: nem comece. Por favor. Eu te peço: reaja, viva, mude, evolua. Por favor, se livre desse vício. Eu te imploro... eu te imploro por que eu te entendo.



terça-feira, 19 de abril de 2016

Novidades, Motivo de Ausência e Futuras Postagens

 Olá pessoal! Como vão? Me perdoem por ter ficado tanto tempo fora, mas houveram razões muito lógicas. No fim de 2014 eu me mudei; não só de cidade, mas também de estado. Minha família e eu levamos um bom período de tempo para nos adaptarmos, e apenas recentemente (em janeiro/2016) conseguimos adquirir um computador/notebook. Eu então iniciei um processo de reformulação do blog, das postagens, do layout e design, dos temas, descrições e inclusive nome e URL, visando apenas a melhoria do blog, para algo que combinasse mais com a "nova eu", as postagens e temas a serem aqui tratados. Nesses quase dois anos eu mudei muito, amadureci, cresci (só interiormente mesmo!)... Enfim, me tornei uma nova pessoa. Agora planejo manter uma certa regularidade ou pelo menos postar de vez em quando. Sim, vou cumprir a minha promessa a respeito da postagem sobre anorexia e bulimia. Não, não planejo ensinar técnicas (até porque eu nem sequer as conheço). Sim, eu excluí muitas postagens e não, não vou repostá-las. Enfim, é isso, espero que gostem do "novo" blog ^-^
   Beijocas, Liliane ;)